Proposta
A perda auditiva está entre as deficiências mais frequentes que afetam a qualidade de vida, principalmente dos idosos. Em março de 2018 a Organização Mundial da Saúde declarou que há em torno de 466 milhões de indivíduos no mundo com perda auditiva, sendo que desses 432 milhões são adultos.
Uma das alternativas mais utilizadas atualmente para reabilitar a perda auditiva é o uso de aparelhos auditivos.
O período inicial de adaptação nem sempre é fácil. Exige certo conhecimento do paciente sobre os aparelhos auditivos e compreensão sobre a dificuldade para ouvir e entender.
O objetivo deste serviço é fornecer informações e material de orientação baseados em evidências cientificas para você poder usufruir do seu aparelho auditivo da melhor maneira possível. Aqui você encontrará vídeos e textos que te ensinam como cuidar, limpar, trocar a pilha do aparelho e como conectar com celular. Há também um questionário para a auto avaliação do benefício e satisfação em relação aos aparelhos auditivos que você está usando.
Acompanhar e monitorar o desempenho do usuário é fundamental para garantir o sucesso do processo de reabilitação auditiva. Um paciente satisfeito não deixará de fazer uso dos aparelhos auditivos.
Inicialmente, o material de orientação foi desenvolvido a partir de estudos científicos dentro de um projeto de Mestrado em Saúde da Comunicação Humana na Faculdade de Ciências da Santa Casa de São Paulo, da fonoaudióloga Andrea Soares orientada pela Profa. Dra Katia de Almeida.
Veja como a escolha correta do aparelho auditivo, aliado ao acompanhamento fonoaudiológico, pode transformar a vida de quem enfrenta a perda auditiva e devolver autonomia e bem-estar. c A perda auditiva pode surgir de forma sutil, quase imperceptível, mas aos poucos interfere em aspectos importantes da vida. Conversas em ambientes ruidosos passam a ser um desafio, o volume da televisão aumenta sem que a pessoa perceba, e as interações sociais começam a diminuir, muitas vezes acompanhadas de sentimentos de frustração, isolamento ou insegurança. Esse cenário é mais comum do que se imagina, especialmente entre adultos e idosos, e pode não ser percebido pela família ou o paciente, o que traz impactos significativos com o tempo. No entanto, com os avanços da tecnologia e o acompanhamento adequado de um fonoaudiólogo, é possível recuperar a capacidade de ouvir com clareza e reconquistar a independência no dia a dia.
Mas, vamos começar do básico: o que exatamente é um aparelho auditivo? Em termos simples, trata-se de um dispositivo eletrônico desenvolvido para amplificar os sons de forma personalizada, compensando a perda auditiva de cada indivíduo. Existem diferentes modelos e tecnologias no mercado, mas todos têm o mesmo objetivo: ajudar o paciente a ouvir melhor os sons do ambiente, da fala e da vida.
O uso do aparelho auditivo é indicado quando há algum grau de deficiência auditiva, que pode variar de leve a profunda. A necessidade pode surgir em diferentes contextos: uma criança que nasceu com perda auditiva, um adulto exposto por anos a ambientes com muito ruído ou um idoso que vem apresentando dificuldade de escutar há algum tempo.
É então que o aparelho auditivo se torna um dispositivo essencial para quem enfrenta perda auditiva, seja por fatores genéticos, envelhecimento (presbiacusia), exposição a ruídos intensos ou outras causas. Ele funciona amplificando os sons de acordo com a necessidade do usuário, permitindo que vozes e sons ambientais sejam ouvidos com nitidez. O diagnóstico é feito por meio de exames auditivos, como a audiometria, e a decisão de iniciar o uso do aparelho deve sempre estar acompanhada por um profissional fonoaudiólogo.
Aparelhos auditivos são programados de modo a atender necessidades específicas de cada paciente, o que melhora muito a experiência do indivíduo. Por esse motivo, o acompanhamento com o fonoaudiólogo é fundamental, já que não existe um único aparelho que sirva para todas as pessoas. Cada paciente tem características auditivas, cognitivas e sociais distintas. Por exemplo, uma idosa ativa, que mora sozinha, dirige, participa de grupos e tem vida social intensa, pode precisar de um modelo com mais recursos tecnológicos, como filtros de ruído, direcionalidade de microfone e conectividade com o celular. Já um paciente mais reservado, com menor demanda social, pode se adaptar bem a um modelo mais simples de operar e menos custoso. O fonoaudiólogo é o profissional capacitado para fazer essa leitura, levando em consideração não apenas o grau de perda auditiva, mas também o estilo de vida e as habilidades de manuseio de cada um. Por exemplo, idosos que priorizam facilidade de uso podem preferir aparelhos com baterias recarregáveis e ajustes automáticos de volume.
Isso é possível pois, nos últimos anos, os aparelhos auditivos evoluíram muito. Eles deixaram de ser grandes e desconfortáveis para se tornarem pequenos, discretos e sofisticados em tecnologia. Muitos modelos se conectam via Bluetooth a celulares e televisores, permitindo que o som das ligações e músicas seja transmitido diretamente para o ouvido. Já são equipados com microfones direcionais, que ajudam a focar no som da fala mesmo em locais barulhentos, como restaurantes ou reuniões de família. Existem ainda aparelhos recarregáveis, que eliminam a necessidade de troca frequente de pilhas, o que representa mais comodidade para o usuário.
É importante lembrar que a escolha da tecnologia não deve ser feita apenas com base no que há de mais moderno, mas sim no que atende melhor às necessidades do paciente. Em alguns casos, um modelo básico, bem ajustado e com o suporte adequado, proporciona mais benefícios do que um aparelho avançado mal utilizado. Por isso, o vínculo entre paciente e fonoaudiólogo é tão importante ao longo de toda a jornada. Sem esse suporte, o paciente pode ter dificuldades para se acostumar ao aparelho ou até mesmo desistir de usá-lo.
Após a escolha e aquisição do aparelho, começa a fase de adaptação — uma das mais importantes do processo. Muitas pessoas acreditam que colocar o aparelho no ouvido já resolve todos os problemas imediatamente, mas não é bem assim. O cérebro precisa reaprender a interpretar os sons, especialmente quando a perda auditiva já dura anos. Nos primeiros dias, é comum que o paciente ache tudo muito alto ou estranho. O som do próprio passo no chão, o barulho da água na pia ou o tilintar de talheres podem parecer exagerados. Isso é normal. É o cérebro voltando a reconhecer sons que haviam sido esquecidos.
Durante essa fase, as visitas regulares ao fonoaudiólogo são essenciais. O profissional ajusta o aparelho, responde às dúvidas, orienta sobre o uso correto e ajuda o paciente a lidar com as dificuldades naturais desse período. Esses encontros também permitem acompanhar possíveis alterações na audição e realizar as manutenções necessárias no dispositivo, como limpeza dos filtros, verificação de peças e testes de funcionamento. Ignorar essa etapa pode comprometer a experiência auditiva e levar ao abandono precoce do uso do aparelho, algo que, infelizmente, costuma ocorrer quando o acompanhamento não é feito da forma adequada
O uso contínuo e bem orientado do aparelho auditivo traz benefícios que vão muito além da audição. Pacientes que conseguem ouvir melhor voltam a participar de conversas, retomam a vida social, se sentem mais confiantes e independentes. Em idosos, isso contribui diretamente para a prevenção de quadros depressivos e para a manutenção das funções cognitivas, inclusive ajudando a prevenir quadros de demência e quedas. Há estudos que mostram que o uso de aparelhos auditivos pode retardar o avanço de doenças como Alzheimer e reduzir o risco de isolamento social, um fator importante para o bem-estar na terceira idade.
Por tudo isso, é fundamental lembrar que cuidar da audição é parte da manutenção da saúde como um todo. Assim como fazemos exames de vista ou controlamos a pressão arterial, também devemos incluir a avaliação auditiva em nossos cuidados preventivos. Quanto mais cedo a perda auditiva for identificada, mais fácil será o processo de adaptação e mais eficaz será o uso do aparelho.
Se você tem percebido que está com dificuldade para ouvir, tem aumentado o volume da televisão com frequência ou precisa que as pessoas repitam o que dizem, talvez seja hora de buscar ajuda especializada. O mesmo vale para pais de crianças que não respondem bem a sons ou apresentam atrasos na fala, ou para familiares de idosos que estão se isolando ou perdendo o interesse por conversas. A avaliação auditiva é simples, rápida e pode mudar vidas. Nosso objetivo é garantir que cada paciente ouça melhor — e viva melhor. Afinal, ouvir bem é parte fundamental de viver com plenitude.
Que tal começar conhecendo sobre os sons da fala em relação à nossa audição?
Clique na imagem abaixo e saiba mais sobre a Audiometria e os sons da fala
Uma das alternativas mais utilizadas atualmente para reabilitar a perda auditiva é o uso de aparelhos auditivos.
O período inicial de adaptação nem sempre é fácil. Exige certo conhecimento do paciente sobre os aparelhos auditivos e compreensão sobre a dificuldade para ouvir e entender.
O objetivo deste serviço é fornecer informações e material de orientação baseados em evidências cientificas para você poder usufruir do seu aparelho auditivo da melhor maneira possível. Aqui você encontrará vídeos e textos que te ensinam como cuidar, limpar, trocar a pilha do aparelho e como conectar com celular. Há também um questionário para a auto avaliação do benefício e satisfação em relação aos aparelhos auditivos que você está usando.
Acompanhar e monitorar o desempenho do usuário é fundamental para garantir o sucesso do processo de reabilitação auditiva. Um paciente satisfeito não deixará de fazer uso dos aparelhos auditivos.
Inicialmente, o material de orientação foi desenvolvido a partir de estudos científicos dentro de um projeto de Mestrado em Saúde da Comunicação Humana na Faculdade de Ciências da Santa Casa de São Paulo, da fonoaudióloga Andrea Soares orientada pela Profa. Dra Katia de Almeida.
Entenda a importância de escolher e adaptar o aparelho auditivo ideal
Veja como a escolha correta do aparelho auditivo, aliado ao acompanhamento fonoaudiológico, pode transformar a vida de quem enfrenta a perda auditiva e devolver autonomia e bem-estar. c A perda auditiva pode surgir de forma sutil, quase imperceptível, mas aos poucos interfere em aspectos importantes da vida. Conversas em ambientes ruidosos passam a ser um desafio, o volume da televisão aumenta sem que a pessoa perceba, e as interações sociais começam a diminuir, muitas vezes acompanhadas de sentimentos de frustração, isolamento ou insegurança. Esse cenário é mais comum do que se imagina, especialmente entre adultos e idosos, e pode não ser percebido pela família ou o paciente, o que traz impactos significativos com o tempo. No entanto, com os avanços da tecnologia e o acompanhamento adequado de um fonoaudiólogo, é possível recuperar a capacidade de ouvir com clareza e reconquistar a independência no dia a dia.
Mas, vamos começar do básico: o que exatamente é um aparelho auditivo? Em termos simples, trata-se de um dispositivo eletrônico desenvolvido para amplificar os sons de forma personalizada, compensando a perda auditiva de cada indivíduo. Existem diferentes modelos e tecnologias no mercado, mas todos têm o mesmo objetivo: ajudar o paciente a ouvir melhor os sons do ambiente, da fala e da vida.
O uso do aparelho auditivo é indicado quando há algum grau de deficiência auditiva, que pode variar de leve a profunda. A necessidade pode surgir em diferentes contextos: uma criança que nasceu com perda auditiva, um adulto exposto por anos a ambientes com muito ruído ou um idoso que vem apresentando dificuldade de escutar há algum tempo.
É então que o aparelho auditivo se torna um dispositivo essencial para quem enfrenta perda auditiva, seja por fatores genéticos, envelhecimento (presbiacusia), exposição a ruídos intensos ou outras causas. Ele funciona amplificando os sons de acordo com a necessidade do usuário, permitindo que vozes e sons ambientais sejam ouvidos com nitidez. O diagnóstico é feito por meio de exames auditivos, como a audiometria, e a decisão de iniciar o uso do aparelho deve sempre estar acompanhada por um profissional fonoaudiólogo.
Personalização para eficácia
Aparelhos auditivos são programados de modo a atender necessidades específicas de cada paciente, o que melhora muito a experiência do indivíduo. Por esse motivo, o acompanhamento com o fonoaudiólogo é fundamental, já que não existe um único aparelho que sirva para todas as pessoas. Cada paciente tem características auditivas, cognitivas e sociais distintas. Por exemplo, uma idosa ativa, que mora sozinha, dirige, participa de grupos e tem vida social intensa, pode precisar de um modelo com mais recursos tecnológicos, como filtros de ruído, direcionalidade de microfone e conectividade com o celular. Já um paciente mais reservado, com menor demanda social, pode se adaptar bem a um modelo mais simples de operar e menos custoso. O fonoaudiólogo é o profissional capacitado para fazer essa leitura, levando em consideração não apenas o grau de perda auditiva, mas também o estilo de vida e as habilidades de manuseio de cada um. Por exemplo, idosos que priorizam facilidade de uso podem preferir aparelhos com baterias recarregáveis e ajustes automáticos de volume.
Isso é possível pois, nos últimos anos, os aparelhos auditivos evoluíram muito. Eles deixaram de ser grandes e desconfortáveis para se tornarem pequenos, discretos e sofisticados em tecnologia. Muitos modelos se conectam via Bluetooth a celulares e televisores, permitindo que o som das ligações e músicas seja transmitido diretamente para o ouvido. Já são equipados com microfones direcionais, que ajudam a focar no som da fala mesmo em locais barulhentos, como restaurantes ou reuniões de família. Existem ainda aparelhos recarregáveis, que eliminam a necessidade de troca frequente de pilhas, o que representa mais comodidade para o usuário.
É importante lembrar que a escolha da tecnologia não deve ser feita apenas com base no que há de mais moderno, mas sim no que atende melhor às necessidades do paciente. Em alguns casos, um modelo básico, bem ajustado e com o suporte adequado, proporciona mais benefícios do que um aparelho avançado mal utilizado. Por isso, o vínculo entre paciente e fonoaudiólogo é tão importante ao longo de toda a jornada. Sem esse suporte, o paciente pode ter dificuldades para se acostumar ao aparelho ou até mesmo desistir de usá-lo.
Após a escolha e aquisição do aparelho, começa a fase de adaptação — uma das mais importantes do processo. Muitas pessoas acreditam que colocar o aparelho no ouvido já resolve todos os problemas imediatamente, mas não é bem assim. O cérebro precisa reaprender a interpretar os sons, especialmente quando a perda auditiva já dura anos. Nos primeiros dias, é comum que o paciente ache tudo muito alto ou estranho. O som do próprio passo no chão, o barulho da água na pia ou o tilintar de talheres podem parecer exagerados. Isso é normal. É o cérebro voltando a reconhecer sons que haviam sido esquecidos.
Acompanhamento constante
Durante essa fase, as visitas regulares ao fonoaudiólogo são essenciais. O profissional ajusta o aparelho, responde às dúvidas, orienta sobre o uso correto e ajuda o paciente a lidar com as dificuldades naturais desse período. Esses encontros também permitem acompanhar possíveis alterações na audição e realizar as manutenções necessárias no dispositivo, como limpeza dos filtros, verificação de peças e testes de funcionamento. Ignorar essa etapa pode comprometer a experiência auditiva e levar ao abandono precoce do uso do aparelho, algo que, infelizmente, costuma ocorrer quando o acompanhamento não é feito da forma adequada
O uso contínuo e bem orientado do aparelho auditivo traz benefícios que vão muito além da audição. Pacientes que conseguem ouvir melhor voltam a participar de conversas, retomam a vida social, se sentem mais confiantes e independentes. Em idosos, isso contribui diretamente para a prevenção de quadros depressivos e para a manutenção das funções cognitivas, inclusive ajudando a prevenir quadros de demência e quedas. Há estudos que mostram que o uso de aparelhos auditivos pode retardar o avanço de doenças como Alzheimer e reduzir o risco de isolamento social, um fator importante para o bem-estar na terceira idade.
Por tudo isso, é fundamental lembrar que cuidar da audição é parte da manutenção da saúde como um todo. Assim como fazemos exames de vista ou controlamos a pressão arterial, também devemos incluir a avaliação auditiva em nossos cuidados preventivos. Quanto mais cedo a perda auditiva for identificada, mais fácil será o processo de adaptação e mais eficaz será o uso do aparelho.
Se você tem percebido que está com dificuldade para ouvir, tem aumentado o volume da televisão com frequência ou precisa que as pessoas repitam o que dizem, talvez seja hora de buscar ajuda especializada. O mesmo vale para pais de crianças que não respondem bem a sons ou apresentam atrasos na fala, ou para familiares de idosos que estão se isolando ou perdendo o interesse por conversas. A avaliação auditiva é simples, rápida e pode mudar vidas. Nosso objetivo é garantir que cada paciente ouça melhor — e viva melhor. Afinal, ouvir bem é parte fundamental de viver com plenitude.
Que tal começar conhecendo sobre os sons da fala em relação à nossa audição?
Clique na imagem abaixo e saiba mais sobre a Audiometria e os sons da fala